sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Vivo com...


Vivo com as promessas matutinas que as cores me trazem
Alimentadas pelo sorriso dourado de uma criança
Que caminhará trôpego por minha lembrança
Que renasce a cada poema daqueles que agora jazem.

Vivo com esta inspiração tímida, porém ousada
Semente verde de raízes encravadas na alma
Cresce como lírio ou a mais branca palma
Cresce sabendo de sua beleza, portanto aclamada

Vivo com a vontade de dizer que sinto saudades dos amigos
Meu ato político contra a falta de tempo da modernidade
Grito de revolta contra os rostos sem face da sociedade
Grito de coragem mais sólido entre todos meus abrigos

Vivo com estes beijos brotando em meu peito fatigado.
Nutridos com o brilho de meus olhos depois dos aplausos
Voar todos irão, como libélulas rubras fugindo dos claustros
Voar todos irão, pelas longínquas cidades do meu mapa rasgado

Vivo com a necessidade de ser novamente amado
E de sentir o gosto salgado e refrescante das lágrimas
De esquecer as incertezas ocultas nas lástimas
De esquecer outros olhares e atender a um novo chamado


Insônia. 05 de Agosto de 2011 às 00:20, ao som de Paris Nights New York Mornings – Corinne Bailey Rae



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